Domingo, Agosto 13, 2006
Domingo, Agosto 06, 2006
(A)MAR
Sábado, Agosto 05, 2006
Não há felicidade solitária
É a fraqueza do homem que o torna sociável; são as nossas misérias comuns que levam os nossos corações a interessar-se pela humanidade: não lhe deveríamos nada, se não fôssemos homens. Todos os afectos são indícios de insuficiência: se cada um de nós não tivesse necessidade dos outros, nunca pensaria em unir-se a eles. Assim, da nossa própria enfermidade, nasce a nossa frágil felicidade. Um ser verdadeiramente feliz é um ser solitário; só Deus goza de uma felicidade absoluta; mas qual de nós faz uma ideia do que isso seja? Se algum ser imperfeito se pudesse bastar a si mesmo, de que desfrutaria ele, na nossa opinião? Estaria só, seria miserável. Não posso acreditar que aquele que não precisa de nada possa amar alguma coisa: não acredito que aquele que não ama nada se possa sentir feliz.
Jean-Jacques Rousseau, in 'Emílio'
in Citador
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Ojala
Ojala que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal
ojala que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo
ojala que la luna pueda salir sin ti
ojala que la tierra no te bese los pasos
ojala se te acabe la mirada constante
la palabra precisa la sonrisa perfecta
ojala pase algo que te borre de pronto
una luz cegadora, un disparo de nieve
ojala por lo menos que me lleve la muerte
para no verte tanto para no verte siempre
en todos los segundos y en todas las visiones
ojala que no pueda tocarte ni en canciones
ojala que la aurora no de gritos que caigan en mi espalda
ojala qu tu nombre se le olvide a esta voz
ojala las paredes no retengan tu ruido de camino canzado
ojala que el deseo se vaya tras de ti
a tu viejo gobierno de difuntos y flores.
ojala se te acabe la mirada constante
la palabra precisa la sonrisa perfecta
ojala pase algo que te borre de pronto
una luz cegadora, un disparo de nieve
ojala por lo menos que me lleve la muerte
para no verte tanto para no verte siempre
en todos los segundos y en todas las visiones
ojala que no pueda tocarte ni en canciones
ojala pase algo que te borre de pronto
una luz cegadora, un disparo de nieve
ojala por lo menos que me lleve la muerte
para no verte tanto para no verte siempre
en todos los segundos y en todas las visiones
ojala que no pueda tocarte ni en canciones
Silvio Rodriguez
Terça-feira, Agosto 01, 2006
e-a-fada-madrinha-transformou-a-cinderela-em-peixe
Eu não. E tu?
Eu também não.
...
Olha lá, costumas mentir?
Eu?
Sim, tu!
Às vezes.
Às vezes? E mentes a quem?
A mim própria.
...
Não leves a mal a pergunta, mas não achas que...
Sim?
Bom, essa coisa de só gostares de situações difíceis... não achas que és esquisita?
Esquisita, esquisita como?
Epá, esquisita, sei lá! Doente!
Doente? Sim, suponho que sou doente.
E?
E nada. Sou doente.
Vá lá, agora a sério.
Isto é a sério.
...
Achas que és feliz?
Eu não, e tu?
Eu cá acho.
Que eu sou feliz?
Não, que eu sou feliz.
Ah...
...
Pensas muito?
Penso.
Porquê?
Não sei.
Pensas muito e não sabes porquê?
Sim, isso mesmo.
...
Que merda de diálogo é este?
É um diálogo.
Epá, às vezes irritas-me, és mesmo chanfrada!
Porquê?
Porque fazes coisas sem o mínimo nexo.
Tais como?
Tais como estares agora aqui a fingir que és duas.
E?
E achas que isto faz algum sentido?
Preocupa-te o sentido?
Preocupa.
Qual sentido?
Tás a ver? És mesmo, és mesmo...
Vamos dormir?
É melhor...
Segunda-feira, Julho 31, 2006
Domingo, Julho 30, 2006
Quarta-feira, Julho 26, 2006
Fim
Terça-feira, Julho 25, 2006
...
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mão e as paredes de Elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mário Cesariny (1957)
Segunda-feira, Julho 24, 2006
Náusea
Domingo, Julho 23, 2006
o princípio e o fim
Sábado, Julho 22, 2006
Quinta-feira, Julho 20, 2006
No dia em que morreste
Deixei-o, assim, em repouso, por entre as flores do nosso quintal e esperei sentada, na cadeira branca, pela chegada dos pássaros.
Que o meu gesto não te engane, meu amor, pois que não era livre que eu te queria, mas tão só meu.
Todos os dias de manhã passei a ir pôr-me à janela. Esperava.
Via-te então no céu, só meu, tão só.
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Terça-feira, Julho 11, 2006
Chove!
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
José Gomes Ferreira
Segunda-feira, Julho 10, 2006
Sexta-feira, Julho 07, 2006
coisas comezinhas
estou farta de ter parte da minha vida arrumada em caixotes.
ainda por cima, continuo doente e pouco posso fazer. necessito de ajuda, coisa que não encaro lá muito bem, vá-se lá saber porquê...
a M. reclama os seus brinquedos e o seu quarto e tem tido dificuldade em dormir.
eu nada faço e nada quero fazer - e ando super, mas super neura.
ai, ai, ai, já estão a chorar? eu também não, é pena - acho que me fazia bem.
posto isto, o que é que acham: devo ou não casar-me?
alucino, alucino, claramente, quer dizer, vejo luzes.
Terça-feira, Julho 04, 2006
De Amar # 10
Segunda-feira, Julho 03, 2006
Incineradora
Disse.
E quanto custa?
Desculpe?
Perguntei quanto custa!
Pelo que me é dado a observar, a sua alma.
Ah?
A sua alma.
tenho uma couve-lombarda na cabeceira ou o sentido de existir # 2
Vais ali?
Sim, vou ali.
Ali é onde?
À casa-de-banho.
Ah... Estás aflita?
Estou. Preciso urgentemente de lavar a alma.
A alma? Na casa-de-banho?
Porquê, nunca a lavas?
Sexta-feira, Junho 30, 2006
tenho uma couve-lombarda na cabeceira ou o sentido de existir
Quarta-feira, Junho 28, 2006
comunicar: a arte de não desistir
Merda para isto tudo! Merda para a blogosfera!
O mar, acho que vou ver o mar - pode ser que tenha algum conselho sábio para me dar.
E se não tiver, paciência. Torno-me cínica.
Não fará grande diferença. Há já tantos por aí.
Pronto, hoje estou zangada.
Carta # 6
Terça-feira, Junho 27, 2006
Como é que preferes?
jctp, volta imediatamente!
jctp, sem ti a minha Alice não consegue viver.
jctp, sem ti a minha Alice não consegue morrer.
jctp, olha que te magoas!
jctp, olha que me magoas!
jctp, eu cá leio-te.
jctp, vou escrever-te uma carta mais logo.
jctp, espero que me leias.
(a ordem dos factores é arbitrária, pois todas as frases querem dizer o mesmo).
Segunda-feira, Junho 26, 2006
Sábado, Junho 24, 2006
Infidelidades
As tuas mãos já foram brisa mas agora são só gente, fria, por sinal.
E o teu corpo, antes arco, flecha, mineral, é já só um estorvo, espécie de muro escarpado onde ninguém se quer agarrar.
E todas as florestas encantadas, antes lugares secretos, são agora tão só a razão e o sentido do meu escárnio.
Amo-te e por isso mato-te.
(não há pior doença do que não nos permitirmos sermos felizes)
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Verde de Amar
Quarta-feira, Junho 21, 2006
Cartas # 5
Terça-feira, Junho 20, 2006
Segunda-feira, Junho 19, 2006
De Amar # 8
Nunca me farto, nunca deixo de me (en)cantar - mesmo passados tantos anos.
Atrás da Porta
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me entregar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Só pra provar que inda sou tua.
Chico Buarque, 1972
Sábado, Junho 17, 2006
Terça-feira, Junho 13, 2006
Quinta-feira, Junho 08, 2006
De Amar # 7
Gosto de tudo, ou quase tudo. Ponto.
Fascina-me esta sua canção, desde menina, pela beleza extrordinária da letra.
Não a consegui encontrar na net. Mas as palavras, neste caso, chegam.
Era extraño aquel hombre,
o por tal lo tomaron,
porque besaba todo
lo que hallaba a su paso.
Besaba a las personas,
al perro, al mobiliario
y mordía dulcemente
la ventana de un cuarto.
Cuando salía a la calle
le iba besando al barrio
las esquinas, aceras,
portales y mercados,
y en las noches de cine
(también las de teatro)
besaba su butaca
y las de sus costados.
Por estas y otras muchas
los cuerdos lo llevaron
donde nadie lo viera,
donde no recordarlo,
y cuentan que en su celda
besaba sus zapatos,
su catre, sus barrotes,
sus paredes de barro.
Un día sin aviso,
murió aquel hombre extraño
y muy naturalmente
en tierra lo sembraron.
En ese mismo instante,
desde el cielo, los pájaros
descubrieron que al mundo
le habían nacido labios.
Era extraño aquel hombre,
o por tal lo tomaron,
porque besaba todo
lo que hallaba a su paso.
Do álbum "Silvio en Chile"
Segunda-feira, Junho 05, 2006
Sábado, Junho 03, 2006
De Amar # 6
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Memórias
Quarta-feira, Maio 31, 2006
conversas à volta do umbigo
Segunda-feira, Maio 29, 2006
Sábado, Maio 27, 2006
Indecisão

Quinta-feira, Maio 25, 2006
De Amar # 5
como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.
este livro tem palavras. esquece as palavras por
momentos. o que temos para dizer não pode ser dito.
sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre
a tua. damos as mãos quando seguras este livro.
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada.
eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre
o papel. devagar, muito devagar. vamos beijar-nos.
José Luis Peixoto in A Casa, a Escuridão
Domingo, Maio 21, 2006
Contexto
Não.
Então, não podes realmente afirmar.
Não.
Mas...
Mas tenho um felling que é assim...
E isso parece-te suficiente para fazeres um juízo de valor?
Percebo o que queres dizer; às vezes pergunto-me se não posso estar a ser injusta ou precipitada ou as duas coisas. Repara, no entanto, ...
Reparo em quê?
Achas que posso ir contra aquilo que sinto?
Hum... suponho que não.
Vês, não há volta a dar.
Quinta-feira, Maio 18, 2006
Segunda-feira, Maio 15, 2006
Silêncio
Domingo, Maio 14, 2006
Estrela da Sorte
Domingo, Maio 07, 2006
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Terça-feira, Maio 02, 2006
Sábado, Abril 29, 2006
Quinta-feira, Abril 27, 2006
Esta coisa das memórias
Hoje, por aqui, revivalista, a ouvir The Final Cut.
Podia dar-me para pior.
...
Estou estafada e dõem-me as costas.
...
Ócio, advogo o ócio!
...
Ainda não arrumei um único livro!
...
Vou dormir - já que não digo nada de jeito. Vocês agradecem e eu também.
Segunda-feira, Abril 24, 2006
Domingo, Abril 23, 2006
Já sonho com caixotes!
Sábado, Abril 22, 2006
A mudança


Quinta-feira, Abril 20, 2006
Cartas # 4
Como não dizer que vou morrer de saudades?
Mentiria.
E embora acredite, como tu também acreditas, que dentro de nós estaremos sempre juntas, fica sempre o fantasma da distância.
Sei que não devia dizer isto, porque me vais ler - e talvez fiques triste.
Sorri. Faz de conta que te estou a dizer que te amo, que é isso mesmo que estou a dizer.
Faz uma boa viagem.
Abraço, sem tamanho.
Rita
Segunda-feira, Abril 17, 2006
Quotidiano
A M. não tinha escola e eu queria ter estado com disposição e tempo para a abraçar o dia inteiro.
Quando nos rimos o universo parece parar.
Às vezes rogo pragas à minha vida e também às minhas neuras - que me impedem de usufruir das coisas realmente importantes.
Nem sempre sei viver neste tempo, assim, tão rápido.
Estou chateada com o quotidiano.
Sábado, Abril 15, 2006
O teu destino
insistes para que nos encontremos no bar do costume.
não sei porque digo que sim.
chego tarde. digo olá. peço um café.
esperas. fumo um cigarro.
estou pronta, digo-te.
e é então que começas novamente a contar-me o teu destino.
Quinta-feira, Abril 13, 2006
Dói-me o estômago

Quando ele chegou eu fingi que não tinha estado a chorar.
E achas que ele não reparou?
É claro que reparou, mas também fingiu - fingiu não ver.
Então, tudo bem, não é? Não era isso que tu querias?
...
Já reparaste que toda a gente procura o mesmo?
Achas?
Acho.
Como por exemplo?
Amor. Felicidade. Deus.
Espera aí, isso não é o mesmo!
Achas?
Terça-feira, Abril 11, 2006
diário (im)pessoal
- como se isso fosse possível...
Domingo, Abril 09, 2006
Vou ali e já volto
Pensar em quê?
Preciso de pensar porque é que este blog deixou se ser meu.
Deixou de ser teu? Como assim?
Assim mesmo, deixou de ser meu.
Não entendo.
Nem eu.
Mas não és tu que publicas os textos?
Sim, sou eu.
Então como é que o blog deixou de ser teu?
Acreditas em fantasmas?
Eu não, e tu?
Eu também não; infelizmente os factos parecem contradizê-lo.
Tretas!
Não, não estás a perceber! Fui possuída pelo meu próprio fantasma.
Ah, agora percebo... isso é lixado!
Pois é.
Sábado, Abril 08, 2006
Quinta-feira, Abril 06, 2006
Quarta-feira, Abril 05, 2006
(in)confidências
Terça-feira, Abril 04, 2006
Segunda-feira, Abril 03, 2006
Sábado, Abril 01, 2006
Ver.Rever.Sentir # 1


Quinta-feira, Março 30, 2006
De Amar # 4
Podias fingir que só por mim respiras, apenas só por mim?
Podias?
Serias actor, o meu actor.
Era eu quem escrevia os textos, tu apenas representavas.
E quando te fartasses, trocávamos os papéis.
E eu seria então a tua Mary Ann.
Quarta-feira, Março 29, 2006
Terça-feira, Março 28, 2006
De Amar # 3
formula um desejo, diz.
agarro com as mãos, loucas, as tuas palavras.
sei agora que não posso viver sem ti.
diz.
não, as ruas assim, tão sós, e eu tão só de ti.
volto atrás, corro, mas o tempo é meu inimigo.
formula um desejo, diz.
dispo-me, dispo-me só para ti.
quero outra vez aquele vale encantado.
as tuas palavras riachos.
os teus-meus segredos.
diz. diz outra vez. diz.
o teu nome. o meu nome.
n-o-m-e. o nosso nome. diz.
era uma vez...
é cedo. é muito cedo. é demasiado cedo.
n-o-m-e.
pedra. espelho. casa. mar. ouriço. verde. amor. búzio. floresta. nuvem. vento. chama. beijo. espuma. livro. pássaro. riso. caminho. lilás. poço. bruma. cheiro. mão. doce. montanha. azul. história. porta. amarelo. música. barco. areia. branco. bolo. rádio. carmim.
n-o-m-e.
através de ti. através de mim.
palavras.
já não vivo sem as tuas palavras.
Segunda-feira, Março 27, 2006
Domingo, Março 26, 2006
Sábado, Março 25, 2006
A importância da cadeira
Segunda-feira, Março 20, 2006
vkpkpkkpfkpk+fkx+kk´+k+n,+,+b,,
Não queres reescrevê-la?
(isto é lá coisa que se peça!)
(agora dei em escrever calão?????)
Domingo, Março 19, 2006
Quinta-feira, Março 16, 2006
Quarta-feira, Março 15, 2006
Generation Gap
Deve ser a tal generation gap de que falavas...
Esperei por ti, esperei demasiado...
já não existes. quero que saibas que já não existes.
há um tempo para o silêncio. disse-te-o.
pareceste não compreender.
nunca conseguiste ser eu. nem sequer estiveste próximo.
na tua petulância fui o que não sou.
amar nunca fez parte do teu léxico. apenas fez parte do meu.
e foste um covarde. nunca conseguiste dizer adeus.
és um crápula. e por isso morreste.
falo de ti. sim, falo de ti. continua a pentear a barba.
nunca mais vais ser bonito.
adeus.
Terça-feira, Março 14, 2006
Segunda-feira, Março 13, 2006
Cartas # 3
Domingo, Março 12, 2006
Sábado, Março 11, 2006
Do Dicionário # 2
do Lat. metu
s. m.,
terror;
receio;
susto.
loc. adv.,
a -: com receio.
Palavras. Poucas, tão poucas, para definir um sentimento tão avassalador.
...
Pânico
Corria louca, rua abaixo, pés e mão atados ao coração, que batia descompassado.
Pensava, se pensava, mais depressa.
O rosto pálido, a alma gelada, Deus a subir-lhe à cabeça.
Fugir, queria fugir, mas as luzes batiam-lhe na cara, as pessoas batiam-lhe na cara.
Respirar, preciso de respirar.
Lágrimas, suor, os sons a gritarem, o filme a rodar ao contrário e tudo a subir-lhe à cabeça.
É agora, é agora.
Náusea, vómitos, o corpo a fraquejar.
Pára tudo, por favor, pára tudo!
O chão a enrolar-se, o medo atroz... e Deus a subir-lhe à cabeça.
[publicado no im(possibilidades) em 4.5.2005]
Sexta-feira, Março 10, 2006
Quinta-feira, Março 09, 2006
Quarta-feira, Março 08, 2006
Terça-feira, Março 07, 2006
Da Infância # 2
- É tão bom ser nuvem,
ter um corpo leve,
e passar, passar.
- Leva-me contigo.
Quero ver Granada.
Quero ver o mar.
- Granada é longe,
o mar é distante,
não podes voar.
- Para que te serve
ser nuvem, se não
me podes levar?
- Serve para te ver.
E passar, passar.
Eugénio de Andrade in Aquela nuvem e outras
(história a pedido de um amigo)
Segunda-feira, Março 06, 2006
Sábado, Março 04, 2006
Sexta-feira, Março 03, 2006
De Amar # 2
lugar mágico,
as pedras soltas,
ao fundo um rio.
aqui, ali,
saltamos,
precário equilíbrio,
saltamos.
enche-nos o riso,
o verde,
o frio da manhã,
fingimos.
invento outro tempo,
sorries,
e parto à tua descoberta,
esqueço-me que já te encontrei.
o céu a voar,
os dedos gastos,
é cedo, é cedo,
fingo não perceber.
corro, corres,
as pernas bambas,
os corpos gastos,
é cedo,
invento um tempo,
onde o nosso amor não morre.
Quinta-feira, Março 02, 2006
Recordações # 1
[publicado no im(possibilidades) em 17.02.2005]
Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006
Cartas # 2
De Amar # 1
e as minhas mãos pétalas roxas, oblíquas, transversais,
segredos,
e o teu cabelo um mar revolto, tempestade.
e se o meu corpo fosse aresta, recanto, enlevo,
e os teus braços velas prontas a desfraldar,
navegávamos.
e se o teu cheiro fosse agora o meu cheiro,
e os meus olhos os teus olhos,
lagos, fontes, sítios por descobrir,
com o desejo a gritar alto,
encontro, vertigem, amor.
sons e cores, só sons e cores,
e o tempo parado, agora desgovernado,
só sons e cores, só sons e cores.
respirar a um, soar a um,
boca, mãos, pernas e braços,
só sons e cores, só sons e cores.
Sábado, Fevereiro 25, 2006
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
Do Mar # 2
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
Cartas # 1
Há já muito que te devia esta carta, sei-o. Mas, como deves calcular, tenho andado muito ocupada com todas as mudanças que acarreta esta minha nova vida.
Nova vida... Poderá dizer-se "nova vida"?
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Do Mar # 1
Não confio nos homens, ainda menos em Deus.
.
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
Do Dicionário # 1
v. tr.,
ter amor a;
gostar muito de;
desejar;
escolher;
apreciar;
preferir;
v. int.,
estar apaixonado.
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
Estrela do Mar

A superfície corporal pode apresentar-se lisa ou granulada, ou ainda com espinhos bem visíveis.
A maioria das estrelas-do-mar mede de 12 a 14 cm de diâmetro e muitas apresentam cores intensas como vermelho, azul ou laranja.
A boca localiza-se no centro da superfície oral, que está direcionada para baixo, os sulcos ambulacrais radiais, que vão da boca à extremidade dos braços, contém o canal alimentar, responsável pela nutrição da estrela-do-mar.
O sistema nervoso pode ser considerado como primitivo, estando intimamente associado à camada mais externa (epiderme). Um anel nervoso está presente ao redor da boca e um nervo radial estende-se para cada braço – estes estão associados aos neurônios localizados na epiderme.
A boca abre-se num grande estômago cardíaco de paredes espessas, que ocupa a maior parte do disco central. Daí é feita a nutrição a todas as partes da estrela-do-mar.
Como a maioria dos equinodermas , as estrelas-do-mar possuem sexos separados – os ovos são lançados diretamente no mar, onde ocorre a fecundação formando então uma larva – no desenvolvimento dessa larva temos a formação de um indivíduo adulto.
Os equinodermas são animais exclusivamente marinhos.
A capacidade de regeneração das estrelas-do-mar é bem conhecida: qualquer fragmento do corpo que contenha uma porção de disco central é capaz de regenerar-se, podendo esse processo levar até um ano.
Fonte: http://www.animalnet.com.br/




















































